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Crianças passam o dia vendendo na rua e dizem que ajudam família

15 de Agosto de 2011 15:30

Sidléia Vasconcelos

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Crianças passam o dia vendendo na rua e dizem que ajudam família

Foto: Sidléia Vasconcelos

Ele tem apenas sete anos, mas é de uma esperteza tremenda. Rafael da Silva – como foi identificado – passa boa parte do seu dia nas ruas de Maceió, seja vendendo balas, limpando vidros no sinal ou até pedindo ajuda as pessoas, isso tudo para conseguir um ‘trocado’ para ajudar nas despesas de casa. O pequeno Rafael contou a reportagem do Alagoas em Tempo que desde os seis anos de idade percorre as ruas da Capital – na época acompanhava seu irmão mais velho, que hoje tem 13 anos –. Segundo ele, a ‘necessidade’ de vender, pedir, surgiu logo depois que seus pais ficaram desempregados e não tinha nem o básico para comer. “Sei que não é certo criança trabalhar, mas precisamos comer; e como as coisas está difícil, eu e meu decidimos ajudar nossos pais”, conta. Diferente de Rafael, existe milhares de crianças e adolescentes que passam horas e horas na rua e só volta para casa no anoitecer, isso quando voltam, porque muitas delas vivem nas ruas; e os que têm, têm uma dura realidade para encarar. Seja a miséria em que vive, pais desempregados - às vezes alcoólatras-, mães com crianças pequenas. E o filho que está na rua, na maioria das vezes é a única esperança de comida para aquele dia. Essa realidade vem acompanhando Antônio dos Santos, de 14 anos há mais de dois anos. Segundo ele, ainda quando tinha 12 anos, saiu de casa porque não agüentava mais a situação em que vivia, seu pai era alcoólatra (quando bebia agredia a mãe e falava mal dos filhos), a mãe com vários filhos e uma condição de vida subumana (sem trabalhar para sustentar toda a família). “Era um sofrimento para mim, vê aquela situação e não poder fazer nada; ajudava minha mãe, vendia uma coisa e outra, catava lata, enfim, me virava, mas, depois a situação foi se agravando, minha mãe me rejeitava e me ‘obrigada’ a trabalhar”, revela. Mas, quando percebeu que ficar longe dos pais não era a melhor que podia ser feito, Antônio procurou seus pais, e hoje, mora com eles. “Nossa vida não mudou muita coisa, mas hoje, posso dizer que estamos em harmonia; meu pai parou de beber e não nos agride mais, porém, a situação financeira continua, e por isso ainda preciso ajudar nas despesas de casa”, coloca. Em meio a essa realidade ofuscada em que vivem, entre limpar pára-brisas e pedir ‘ajuda’ as crianças se divertem e, por algum momento esquecem a vida dura que levam, além da responsabilidade que tem em ter que ajudar nas despesas de casa. Segundo pesquisas, cerca de 25 mil crianças passam as noites nas ruas das cidades brasileiras, que a partir dos quatro ou anos, sai à rua para pedir. Essa criança acaba sendo o amparo da família; é delas que depende o sustento dos irmãos menores.

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