Voltar ao topo
TRIBUNAL DE CONTAS s
Busca
Previsão do Tempo
Maceió/AL
Máx. 28° Min. 21°
Redes Sociais
Alagoas
  • Orkut Button Share

População de Coruripe manifesta apoio à instalação do Estaleiro durante Audiência Pública

08 de Fevereiro de 2013 13:52

Ascom Seplande

Tamanho do texto A+ a-
       
População de Coruripe manifesta apoio à instalação do Estaleiro durante Audiência Pública

Assessoria

“A vinda do Estaleiro vai resolver o problema social da evasão escolar. Muitos alunos não frequentam as salas de aula por não terem perspectiva de crescimento profissional. Assim como querem conservar a natureza, eu quero conservar os meus adolescentes nas escolas”, desabafou a gestora escolar e moradora do município de Coruripe, Betânia Vasconcelos, nesta quinta-feira (07), durante a audiência pública para discussão dos estudos complementares da nova alternativa locacional do Estaleiro Eisa Alagoas.

Lideranças políticas, representantes de organizações e entidades de proteção ambiental, do poder executivo, do setor empresarial, pescadores e estudantes somavam mais de 500 pessoas que estavam presentes na audiência pública que durou cerca de quatro horas e meia. O ato ocorreu no Centro Assistencial Barreiras, Rua Luís Lima Beltrão, no povoado de Barreiras.

Os Estudos, realizados pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e apresentados na audiência, foram elaborados para subsidiar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na continuidade do procedimento administrativo de licenciamento ambiental do Estaleiro, proposto para ser instalado em uma área de 260 hectares, no povoado Miaí de Cima, no município de Coruripe.

Com o objetivo de avaliar as questões ambientais que podem ser direta ou indiretamente afetadas, tanto na fase de implantação quanto na fase de operação do empreendimento, o estudo elaborou medidas compensatórias e mitigadoras para compensar, reduzir ou até eliminar totalmente os impactos ambientes passíveis de ocorrerem na fase de instalação e operação do Estaleiro.

“Ao longo dos estudos complementares foram indicadas e descritas 64 medidas, que são constituídas em ações e resultaram em um total de 28 planos e programas de controle e monitoramento ambiental e segurança do trabalho, como a implantação de uma Cooperativa de Beneficiamento de Coco e a adoção de manuseio, coleta e destinação final dos resíduos sólidos através de um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil”, explicou o representante da empresa responsável pelo Estudo, Fernando Dieh.

Dentro do cenário de instalação do empreendimento, os aspectos positivos foram avaliados e também expostos na audiência, entre eles: redução do índice de desemprego, aumento da renda, aumento do fluxo de capital, valorização imobiliária, aumento da arrecadação tributária, potencialização da instalação de novos empreendimentos reacionados a construção naval, aumento da abundância e diversidade de peixes e organismos incrustantes. 

O sentimento de quase todos os presentes, após a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do empreendimento, é de ansiedade, expectativa e desejo para a chegada, segundo eles, de novas indústrias, empresas e prestadores de serviços, oportunidades de empregos e renda para a população coruripense e de municipios vizinhos.

“Nos últimos anos, o município de Coruripe dobrou o número de leitos do hospital, construiu a UTI Neonatal, a pediatria, foi elaborado o plano diretor, foram entregues 5.000 casas e foi realizada a audiência pública para a construção de um novo aterro sanitário. Além disso, elevamos a educação fundamental do município, que hoje supera em 20% a média de 4,0 estabelecida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2011, com isso, posso dizer que Coruripe está pronto e tem mão de obra para atender o Estaleiro Eisa”, afirmou o prefeito da cidade, Joaquim Beltrão.

Posto de trabalho - “Quanto à geração de empregos, na fase de instalação do empreendimento serão 5.000 trabalhadores, com o início das operações, 4.000 será o número de pessoas empregadas. Para cada posto de trabalho direto, o setor de siderurgia promove 49 indiretos, totalizando cerca de 190 mil empregos indiretos após a implantação desse projeto”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes.

Segundo o representante do Eisa Alagoas, Max Walber, na mão de obra operacional direta terão vagas, inicialmente, para 31 funções, entre elas: serralheiro, enjsutador mecânico, pedreiro, encanador, mecânico de refrigeração, torneiro mecânico, eletricistas. Já na área administrativa, serão ofertadas vagas para engenheiro de segurança, assistente social, secretária, projetista, médico de trabalho, contador, advogado, nutricionista, arquiteto, técnico de informática, faxineira, motorista, etc.

“A demanda de vagas será atendida por mão de obra local e não será necessária experiência, todos terão oportunidade de aprender ao lado de um profissional e ficará como praticante para ser avaliado e vir a ser um mestre ou um oficial, pois trabalhamos com plano de carreira e sabemos que a mão de obra precisa ser treinada, não avaliamos currículos, fazemos testes”, explicou Maw Welber. “Além disso, dentro do próprio Estaleiro, damos a possibilidade de ensino para os funcionários, através de um centro de formação, então eles estudam ao mesmo tempo em que praticam”, concluiu.

Capacitação - A população interessada em se capacitar também poderá contar com a parceria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de outras instituições de ensino e formação, que já se colocaram  a disposição. “A Ufal hoje já tem doutorado na área de biologia e de engenharia que podem contribuir cientificamente e tecnicamente para o setor de petróleo e gás, além de podermos nos adequar as demandas do Estaleiro, só não podemos perder essa oportunidade de crescimento econômico, social e educacional”, disse o reitor Eurico Lobo.

Atualmente, o Estaleiro está na fase um, que é a avaliação de impacto ambiental, para alcançar a licença prévia, onde a audiência pública é fase prioritária tanto para apresentação do estudo como para ouvir as dúvidas e as contribuições da comunidade para uma troca de ideias. Depois da licença prévia, tem a licença de instalação, que é onde entram os projetos de engenharias e programas ambientais e por último, a licença de operação, que é a autorização para operação do empreendimento. A estimativa é que as construções comecem no começo de 2014.

Comunicar erros nesta notícia
  • Comente essa notícia

  • Comentários:

    elizandro maia disse em 16/05/2013 as 20:20

    se fosse um estádio de futebol pra copa do mundo já estava tudo liberado!!

    alagoano disse em 08/02/2013 as 18:47

    Cá entre nós, o Ibama não estar preocupado com o meio ambiente, e sim com o bolso de sua entidade, uma vergonha para nosso estado!!!!

    Deixe seu comentário:













Serviços
© Copyright 2011 Alagoas em Tempo Real
VG/Web - Agência Digital