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Feira da Reforma Agrária traz diversidade de produtos para Maceió

Durante abertura oficial, autoridades reforçaram importância da reforma agrária para redução da pobreza

13 de Setembro de 2012 17:28

Agência Alagoas

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        Feira da Reforma Agrária traz diversidade de produtos para Maceió
 

A 13ª Feira da Reforma Agrária, que acontece na Praça da Faculdade, em Maceió, até o próximo sábado (15), foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (12) à noite, com a presença de autoridades representantes de órgãos públicos estaduais e federais, da Justiça, agricultores e lideranças dos movimentos sociais.

Todos os gestores salientaram, durante seus pronunciamentos, a importância da efetivação da reforma agrária para a redução da pobreza. De acordo com a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, Lenilda Lima, é na zona rural do Nordeste onde se encontra a maior parte da pobreza social, o que pode ser minimizado com a realização da reforma agrária. Ela destacou também que, além da promoção da feira, outras ações devem ser levadas em conta para que a reforma dê resultados. Com esse objetivo, segundo ela, em Alagoas está sendo instalado um plano-piloto para a reforma agrária.

O secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, José Marinho Júnior, salientou a criação pelo governador Teotonio Vilela do novo órgão para assistência técnica, pesquisa e extensão rural, conhecido como Nova Emater. “Esse foi um compromisso do governador, que agora já é realidade. Também devemos salientar, entre as ações do Governo para os assentamentos, a entrega de sementes todos os anos na época certa do plantio”, afirmou.

Ele também falou sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Compra Direta Local com Doação Simultânea, que promove a compra da produção dos pequenos agricultores para distribuição dos produtos a entidades assistenciais, e sobre a entrega de títulos de terras pelo Iteral (Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas). “Com esses títulos, os agricultores e assentados podem obter financiamentos e buscar melhorias para suas propriedades”, comentou o secretário.

Ainda na abertura da feira, o secretário de Estado de Articulação Social, Claudionor Araújo, lembrou a criação em Alagoas de um comitê para dirimir os conflitos agrários e ressaltou que o atual Governo é o que mais empreendeu ações com foco nas famílias do campo.

Variedade

Quem visita a feira percebe a variedade de produtos oriundos dos assentamentos da reforma agrária. Cerca de 250 agricultores, vindos de todas as regiões do Estado, participam da atividade, que funciona das 6h da manhã até as 23h. Uma das feirantes é Eurides Maria da Conceição, do assentamento Javari, em Maragogi, no Litoral Norte. Ela trouxe para a feira três tipos de farinha: de amendoim, de milho e d’água.

Também do assentamento Javari, Ginaldo do Nascimento está vendendo beiju – produto semelhante à tapioca e feito com massa de mandioca –, goma de mandioca, massa de cuscuz, farinha d’água, pé-de-moleque e graviola.

Mas quem for à feira também vai encontrar mel, pólen, própolis, ovos de galinha caipira, galinhas, frangos e perus vivos, banana, laranja, inhame, macaxeira, batata, tapioca, abóbora, melancia, hortaliças, verduras e artesanato em palha, madeira e barro.

Organizada pelo Centro de Capacitação Zumbi dos Palmares e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a 13ª Feira da Reforma Agrária conta com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), Gabinete Civil do Estado de Alagoas, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e Banco do Nordeste.

 

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