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Pais são acusados de matar filha por recusar casamento arranjado

21 de Maio de 2012 15:38

Terra

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        Pais são acusados de matar filha por recusar casamento arranjado
 

Os pais de uma adolescente britânica de origem paquistanesa são acusados de matar a garota por ela ter se recusado a aceitar um casamento arranjado, levandi vergonha à família, segundo a promotoria. Shafilea Ahmed, 17 anos, morreu em setembro de 2003, mas o corpo dela só foi encontrado em fevereiro de 2004, em Sedgwick, no condado de Cumbria, no Reino Unido. O pai dela, Iftikhar Ahmed, 52 anos, um motorista de táxi, e a mãe, Farzana, 49 anos, dona de casa, estão sendo julgados na corte de Chester pelo homicídio.

Shafilea Ahmed foi descrita na audiência como uma garota "ocidentalizada" - segundo o promotor Andrew Edis, os pais possuíam padrões que ela "se recusava a seguir". "Como a maioria das garotas de 16, 17 anos, ela queria namorar", disse o promotor. "Os pais a controlavam de forma que ela não tinha liberdade. Ela fugiu de casa em 2002 e no início de 2003, mas sempre voltava", afirmou a acusação.

Segundo a promotoria, Shafilea foi morta em casa pelos pais na noite do dia 11 de setembro de 2003, em Warrington, no condado britânico de Cheshire. Em fevereiro de 2004, o corpo da garota foi encontrado em um rio já em estado avançado de decomposição. Porém, a polícia só teve provas para investigar o caso como um homicídio em 2010, quando a irmã mais nova de Shafilea, Alesha, foi presa por participar de um roubo a uma casa - no depoimento, a garota disse que havia testemunhado os pais matando a irmã juntos.

O promotor Andrew Edis disse que Shafilea foi levada ao Paquistão em fevereiro de 2003, onde a família arranjou o casamento dela com um homem da zona rural. A garota se desesperou e chegou a ingerir água sanitária - ao voltar para o Reino Unido, Shafilea foi levada às pressas ao hospital e passou a fazer tratamento regular para estenose de esôfago. Os pais negam a responsabilidade no homicídio.

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