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Produtores de laranja lima são capacitados para combater pragas e doenças

24 de Abril de 2012 12:30

Agência Alagoas

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Agricultores da zona rural de Santana do Mundaú que produzem laranja lima serão capacitados, nesta quarta-feira (25), para combater pragas e doenças que atingem os pomares. Eles serão orientados por uma engenheira agrônoma da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri) na elaboração de uma calda sulfocálcica.

O produto pode ser elaborado na propriedade do agricultor e é usado principalmente no combate à doença feltro, além de pragas em geral, como insetos e ácaros. A atividade começa às 9h, na unidade demonstrativa de manejo de laranja lima, na comunidade Amoras, dentro da propriedade do agricultor João Firmino, com cerca de 20 participantes.

De acordo com Valdelane Tenório, agrônoma que vai conduzir a atividade, o composto que será elaborado é uma forma natural de combater pragas e doenças, ou seja, não agride o meio ambiente, não contamina as frutas e é bem mais barato que os produtos industrializados vendidos em lojas de insumos agrícolas.

“A calda sulfocálcica é atóxica, fácil de ser feita, líquida e protetora da planta. É elaborada a partir de uma mistura em água quente de enxofre e cal virgem. O composto serve para proteger a planta e ainda fornece a ela importantes nutrientes”, explicou a agrônoma da Seagri. “Atualmente, a doença feltro está afetando muitas plantas no Vale do Mundaú”, completou.
Modo de preparo – De acordo com a agrônoma, para preparar 10 litros de calda sulfocálcica são necessários 2,5kg de enxofre e 1,5kg de cal virgem. Em tambor de ferro ou latão, sobre forno ou fogão, deve-se adicionar vagarosamente a cal virgem a 5 litros de água, agitando constantemente com uma pá de madeira.
No início da fervura, é preciso misturar vagarosamente o enxofre previamente dissolvido em água quente e colocar o restante da água, também pré-aquecida, até a fervura completa.
“Quando a calda passar da cor vermelha para pardo-avermelhada, estará pronta. Após o resfriamento, deverá ser coada em pano ou peneira fina para evitar entupimento dos pulverizadores. A borra restante pode ser empregada para caiação do tronco de árvores. A calda pronta deve ser estocada em recipiente de plástico opaco ou vidro escuro e armazenada em local escuro e fresco, por um período relativamente curto, sendo ideal sua utilização até, no máximo, 60 dias após a preparação”, detalhou Valdelane Tenório.

Doença

A doença feltro é causada por fungos do gênero Septobasidium e caracteriza-se por um revestimento branco, marrom ou cinza escuro, que recobre principalmente ramos, mas pode aparecer também em folhas e frutos.

“Sob a camada do revestimento do fungo, abrigam-se cochonilhas responsáveis pelo secamento dos ramos mais novos, que, dependendo da intensidade da doença, chegam a debilitar a planta. O controle pode ser feito com a retirada dos galhos finos mais afetados, raspagem dos revestimentos e aplicação da calda sulfocálcica”, explicou a agrônoma da Seagri.

Mudança de hábito

A Superintendência de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural da Seagri, em parceria com a Gerência Regional da Zona da Mata, implantou duas unidades demonstrativas para realização de atividades com agricultores de Santana do Mundaú e União dos Palmares. A cada semana, os produtores participam de uma atividade diferente, sempre com foco na melhoria da produção de laranja.

Eles já foram orientados sobre como fazer poda de limpeza da planta, controle de gomose (uma doença), coroamento da planta, biofertilizante (adubo natural) e controle de pragas. “Percebemos que eles estão desenvolvendo uma mudança de hábitos, ou seja, estão melhorando o manejo e encarando a produção de forma diferente”, destacou a agrônoma Valdelane Tenório.

“Essas ações apresentam aos agricultores resultados práticos, que eles podem aplicar em sua produção e perceber a melhora. Esse é mais um exemplo da importância da assistência técnica e extensão rural para a melhoria de vida das famílias do campo”, salientou a superintendente da Seagri, Rita de Cássia.

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