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  • Munir de Paula

  • Uma em cada sete pessoas acredita que fim do mundo está próximo, diz pesquisa

    02 de Maio de 2012
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    Um estudo realizado pela Ipsos Global Public Affairs, com sede em Nova York, revela que quase 15% da população mundial acredita que o fim do mundo ocorrerá durante sua vida, e 10% dos entrevistados acham que o calendário maia pode significar que vai acontecer em 2012.


    Mas seriam os mais pessimistas os únicos que esperam testemunhar o fim do mundo? Como consequência da exposição na mídia da chamada profecia maia, que para alguns significa fixar a data do fim do mundo em 21 de dezembro 2012, era de se esperar análises e reflexões sobre este assunto - mas necessariamente não os impactos na pesquisa.


    Embora acadêmicos e especialistas tenham dito que não é verdade que os Maias previram o fim do mundo, a ideia ressoou e foi a inspiração para exposições, livros, documentários e até mesmo para um filme.


    Na pesquisa, um em dez acredita que "o calendário maia, que alguns afirmam terminar em 2012, marca o fim do mundo", e outros 8% admitem ter sentido "ansiedade e medo de que o mundo vai acabar em 2012".


    Razões desconhecidas


    Keren Gottfried, pesquisadora-chefe da Ipsos, disse à BBC que a própria agência foi surpreendida com as respostas das 16.262 pessoas, em mais de 20 países, que participaram no estudo.


    "Pela primeira vez fizemos esta pergunta e, portanto, não se pode fazer uma comparação ao longo do tempo", explica ela. "Uma em cada sete pessoas acredita que o mundo vai acabar no curso de sua vida. É um número bastante elevado e acreditamos que devemos continuar pesquisando", acrescentou.


    Para este estudo, os pesquisadores não perguntaram aos entrevistados quais eram suas razões para acreditar que o mundo poderia acabar porque, diz Gottfried, ninguém sabia quantas pessoas iriam dizer acreditar no fim iminente do mundo.


    "Se fosse uma percentagem muito pequena, teríamos obtido uma mostra de pouco valor. Agora sabemos que há número suficiente de pessoas que acreditam no fim do mundo e podemos nos aprofundar nos acontecimentos que podem provocá-lo", acrescenta.


    Além disso, um em cada dez pessoas sentem ansiosos ou com medo reconhecido por acreditar que o fim do mundo ocorrerá em dezembro deste ano.


    Mais velho, menos temeroso


    Os chineses, turcos, russos, mexicanos e sul-coreanos são os mais creem na aproximação do fim do mundo, com 20% dos entrevistados, contra 7% na Bélgica e 8% no Reino Unido.


    As pessoas com menor escolaridade ou renda, e aqueles com menos de 35 anos, são mais propensos a acreditar que o "Apocalipse" vai ocorrer durante a sua vida ou até mesmo em dezembro de 2012, e são mais propensos a sofrer de ansiedade ou medo com a perspectiva.


    A tranquilidade dos mais velhos é explicada pelos anos já vividos ou talvez seja uma questão de sabedoria com certos tons de ceticismo? "Talvez aqueles que são idosos viveram o suficiente para não se preocupar com o que acontece no futuro", diz Gottfried, que se diz atraída pela pela ideia de que os mais velhos são mais céticos por terem superado outras crises, o que poderá motivar estudo futuro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

  • Brasileiro está tomando mais uísque

    09 de Abril de 2012
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    Nunca o brasileiro tomou tanto uísque. E não é qualquer uísque. A Scotch Whisky Association (SWA), a entidade escocesa que representa os fabricantes da bebida, chegou a comemorar: só no ano passado, as exportações da bebida para o Brasil alcançaram 99,2 milhões de libras esterlinas, ou R$ 259,5 milhões, ajudando as vendas de uísque do país do Reino Unido a baterem um recorde histórico.


    O crescimento brasileiro, segundo a associação, foi o mais acelerado do planeta: 48% em relação a 2010. O valor monetário das vendas para o País foi mais de quatro vezes o exportado para o País em 2004, ano em que a importação brasileira de uísque escocês foi de 38 milhões de libras, ou R$ 143,9 milhões, já descontada a desvalorização do real.


    "As marcas premium foram as que mais venderam", diz Colin Kavanagh, diretor de marketing da Pernod Ricard. "Tivemos alta de 24% para Ballantine's e de 42% para Chivas, que é a marca mais cara. A única que não teve crescimento foi Natu Nobilis, nossa marca mais barata e com malte nacional", acrescenta.


    A multinacional francesa e a britânica Diageo são as maiores importadoras de uísque escocês do País. Em 2011, as duas bateram recordes de investimento em marketing para uísques.


    Na Pernod, houve alta de 50% nos investimento em marketing para todas as marcas da companhia. Na Diageo, os "scotch" também lideraram a verba de propaganda. "Não revelamos valores, mas foi o maior investimento em marketing da história da Diageo no Brasil", diz Tânia Cesar, diretora executiva da fabricante do uísque Johnnie Walker.


    O consumidor brasileiro, segundo Tania, consolidou no ano passado uma tendência que já vinha sendo desenhada: o rejuvenescimento da categoria. "Antes, uísque era uma bebida ligada a luxo e consumida só em momentos especiais. Hoje ela está mais presente e desmitificada: chegou aos happy hours e ao consumidor é mais jovem."


    A nova classe média, segundo Kavanagh, é responsável pelo aumento do consumo da bebida. "Há dois ou três anos, a classe C já havia conquistado um maior poder aquisitivo. Mas, em 2011, esse consumidor percebeu que o ganho veio para ficar e graças a sua estabilidade financeira, ele se sentiu mais confiante para adquirir bens mais sofisticados. O uísque escocês, embora custe caro, é um luxo acessível", explica ele, que acredita que o consumo deve continuar crescendo em 2012.


    Na outra ponta, quem não se deu bem foram os fabricantes de cachaça. Muitos consumidores deixaram a "branquinha" de lado e migraram para bebidas que conferem maior "status", como o uísque, segundo Tânia. Por isso, conforme o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), só as marcas premium de cachaça tiveram alta nas vendas. Em 2011, elas venderam 7% mais em volume, segundo o Ibrac. As populares permaneceram estáveis, depois de caírem de 2% a 3% entre 2009 e 2010.


     


  • Dilma lança programa nacional de educação no campo

    20 de Março de 2012
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    A presidente Dilma Rousseff lançou , em cerimônia no Palácio do Planalto, o Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo). O programa tem o objetivo de formar professores, educar jovens e adultos e garantir práticas pedagógicas para reduzir as distorções no cenário educacional do campo brasileiro. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que a iniciativa "vai dar uma grande contribuição para que o Brasil resgate uma dívida histórica". "Não temos uma política específica de educação para os jovens que vivem no campo brasileiro. O Pronacampo tende a reverter essa situação", disse o ministro.


    A presidente Dilma Rousseff demonstrou, em seu discurso, preocupação, sobretudo com os pequenos agricultores, da agricultura familiar e assentados. Segundo ela, parte significativa da população mais pobre deste País está em áreas de quilombolas ou nas áreas onde não houve prosseguimento das ações de reforma agrária. Ela destacou a importância da iniciativa do Pronacampo, que vai preparar os estudantes na sua área, que é responsável por boa parte do superávit comercial do País.


    A presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presente à solenidade, disse que as "políticas públicas se concentraram no campo apenas com transporte escolar e nada mais". "São décadas de abandono no campo", disse a senadora, que elogiou a iniciativa do governo.


    Durante a cerimônia, uma mulher com boné do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) pediu que a escola do campo "seja como a nossa casa, não como a casa alheia" e entregou à presidente um dicionário sobre a educação no campo. Da plateia, algumas pessoas cantaram que "Educação no campo é direito, não é esmola".


    Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), no campo, 23,18% da população com mais de 15 anos é analfabeta e 50,95% não concluiu o ensino fundamental. O governo quer permitir acesso de 1,9 milhão de estudantes a bibliotecas escolares, implantar ensino integral em mais de 10 mil escolas, promover formação continuada para mais de 10 mil professores, oferecer 120 mil bolsas de formação profissional no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), disponibilizar recursos para a construção de 3 mil escolas e aquisição de 8 mil ônibus escolares. O Programa Nacional do Livro Didático também deve garantir a distribuição de material sobre a realidade rural para mais de 3 milhões de estudantes.

  • Apple é acusada de propaganda enganosa

    14 de Março de 2012
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    Um consumidor nova-iorquino processou a Apple num tribunal federal californiano por suposta publicidade fraudulenta do assistente de voz Siri, que foi a grande novidade tecnológica de seu último telefone, o iPhone 4S, segundo informou ontem a rede CBS.


    Fran Fazio e seus advogados lideram uma ação popular que representa uma centena de usuários que se consideram vítimas de uma promoção enganosa da Apple e pedem US$ 5 milhões de indenização. Os documentos apresentados acusam a Apple de oferecer uma "mensagem errônea e enganosa sobre as capacidades do Siri".


    O iPhone 4S foi apresentado em outubro de 2011 pela Apple como uma versão melhorada do iPhone 4, e tinha como principal novidade um assistente de voz que respondia aos pedidos do usuário. Entre as funções divulgadas está a redação de mensagens ditadas pelo usuário, a habilidade para localizar lugares ou responder perguntas sobre conhecimento geral, assim como realizar ligações para contatos existentes na agenda do dispositivo a pedido do proprietário.


    Os consumidores alegam que, quando o assistente de voz era perguntado pelo usuário para localizar algum estabelecimento, o dispositivo dizia "não entender" a questão ou respondia "de forma incorreta" após uma longa pausa. Fazio assegura que a Apple não respeitou as leis do código de defesa do consumidor ao fazer propaganda enganosa. "Os consumidores optaram por comprar o iPhone 4S em vez de outros telefones por sua função Siri", reclamou.


    O assistente de voz Siri ainda não está disponível para o português brasileiro. Atualmente, o recurso funciona em inglês, francês, alemão e japonês.


    Tablet. A Apple também vem sendo alvo de rumores sobre as dificuldades de fornecimento de componentes, como as telas, para o novo iPad, a versão mais recente do tablet da companhia, apresentada na semana passada. Mas, para o banco de investimentos Jefferies, não devem faltar telas para o novo aparelho.


    As preocupações com o fornecimento de componentes para o novo iPad, da Apple, estão sendo "exageradas", segundo um analista do banco, acrescentando que a empresa deve produzir entre 12 milhões e 15 milhões de tablets no trimestre.


    O iPad de terceira geração apresenta tela de definição mais alta, conhecida como Retina Display, e alguns especialistas e blogs do setor de tecnologia afirmaram que a empresa poderia enfrentar escassez no suprimento de telas, em curto prazo.


    No entanto, Peter Misek, analista do Jefferies, afirmou que as preocupações com as telas de melhor definição para o iPad eram infundadas porque os fornecedores da Apple ampliaram a produção. "A despeito das preocupações generalizadas, acreditamos que haverá telas em número suficiente para os novos iPads", disse Misek.


    O novo tablet foi apresentado em 7 de março, com a celebração em geral associada aos lançamentos da Apple. Na segunda-feira, Gene Munster, analista da Piper Jaffray, estimou que a Apple poderia vender bem mais de um milhão dos novos tablets no dia do lançamento, se todas as encomendas se convertessem em compras.


    Nos Estados Unidos, as vendas do novo iPad começam na sexta-feira. Cada consumidor pode encomendar duas unidades. Ainda não existe previsão de lançamento no Brasil. Até o momento, a Apple estima ter vendido 55 milhões de tablets, 15,43 milhões deles no quarto trimestre de 2011.

  • Dívidas no País somam R$ 84 bi

    28 de Fevereiro de 2012
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    No domingo, 12 de fevereiro, o Estado mostrou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) preparava uma nova cruzada, desta vez para atacar a demora no pagamento de precatórios. De acordo com dados do conselho, as dívidas dos Estados e municípios reconhecidas pelo Poder Judiciário somavam R$ 84 bilhões. Só os precatórios no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) chegavam a cerca de R$ 20 bilhões.


    Após constatar que essas dívidas atingiam bilhões de reais e depois de ter recebido reclamações de pessoas que tentavam há décadas receber o dinheiro (há ações judiciais iniciadas há mais de 100 anos), a corregedoria do CNJ enviou no ano passado ofícios aos tribunais de todo o País oferecendo ajuda para que fosse realizada uma reestruturação dos setores de precatórios. Apenas os tribunais de Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas, Piauí, Tocantins e Ceará aceitaram a ajuda.


    Depois da publicação da reportagem, o TJ estadual admitiu que não possuía um cadastro com a relação completa dos credores de precatórios e nem sobre o montante dos valores a eles devidos.

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