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  • Alan Rodrigues

  • Entrevista com Benedito: "Canal do Sertão Entrará em Funcionamento"

    21 de Maio de 2012
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    Entrevista com Benedito:

     


    ENTREVISTA COM O SENADOR BENEDITO DE LIRA


    O senador Benedito de Lira (PP) recebeu no último dia 15 de maio a equipe da coluna Conexão Brasília para uma entrevista exclusiva em seu gabinete no Senado Federal.  Durantes os 50 minutos de entrevista, o senador discutiu temas diversos que serão destacados a seguir.


     


    EXCLUSIVO: CANAL DO SERTÃO FUNCIONARÁ EM BREVE


     O canal do sertão está pronto e precisa funcionar. Segundo o senador, esforços foram feitos e a eletrobrás já assinou um contrato de aluguel de um gerador ao governo de Alagoas para que o canal do sertão possa começar a funcionar. Aguarda-se agora a chegada do gerador. Informação esta que é divulgada em primeira mão aqui no blog.


    SECA EM ALAGOAS

    O senador demostrou preocupação com a seca que está afetando o nordeste e já está tentando viabilizar projetos para amenizar os efeitos da estiagem que causam grandes transtornos para os produtores rurais todos os anos. Para Benedito, “o sertanejo de Alagoas já recebeu muita promessa ,mas poucos projetos foram executados’’ e lembrou que a presidenta Dilma está comprometida com a situação e destinará recursos para a bolsa estiagem (auxílio de 400 reais a serem pagos em 5 parcelas às famílias afetadas pela seca) e carros pipa que levarão água para o sertão. 


    Benedito de Lira falou ainda de alguns projetos, entre eles o de transformar o Sertão Alagoano numa região produtora de Cajú para que o povo do sertão possa conviver com a seca, pois “o sertanejo tem apego a sua região, tem vontade de viver bem lá, embora encontre muita dificuldade” .


    OBRAS PARA ALAGOAS


    O senador  destacou o empenho do Governo Federal, gestão Lula e Dilma, e do Ministério das Cidades em liberar recursos para obras importantes em Alagoas. Segundo o senador, as grandes obras em Maceió foram conseguidas pelo PP. E ainda disparou: ‘’Não peço cargos ao governo, mas sim obras para o meu estado’’.


    Benedito de Lira exaltou algumas obras para a capital alagoana: como o marco turístico de Maceió que reformará o Clube Alagoinhas e o transformará em moderno ponto turístico, o veículo leve sobre trilhos (VLT) que percorrerá toda a Avenida Fernandes Lima melhorando o trânsito da capital alagoana, a construção da vila dos pescadores, que abrigará os moradores da favela de Sururu de Capote, entre outras obras.


    BANCADA ALAGOANA EM BRASÍLIA


    Lira ressaltou que a bancada alagoana em Brasília apesar de pequena ocupa espaços importantes e, portanto, isso deve se refletir em benefícios para o Estado, o que é uma preocupação maior dele, como na passagem: ‘’Os políticos de Alagoas no Congresso tem destaque e ocupam espaços importantes, mas precisam trabalhar pelo estado’’.


     


    Sobre a indicação do seu filho, o deputado federal Arthur Lira (PP) para a liderança do partido na Câmara, o senador se disse muito orgulhoso, já que em seus três mandatos na casa, ele nunca havia conseguido o posto. Lira declarou apostar na renovação política e na força do jovem, segundo ele a juventude tem que se fazer presente em eleições para poder fazer do processo decisório.  Alagoas precisa de grandes projetos e de pessoas mais comprometidas.


     


    ELEICÕES


    Lira declarou que o PP terá candidatura própria a prefeitua de Arapiraca com o nome do empresário Ricardo da Coagro, mas ele afirmou compreender que mais adiante é fundamental a convergência de candidaturas, para duas ou três, já que na cidade não se realiza segundo turno. Quando perguntado sobre  a saída do prefeito de Maceió Cícero Almeida do Partido Progressista, o senador demonstrou insatisfação com a postura do ex-radialista .


    “Sair do PP é uma opção de Cícero, e não vamos obriga-lo a ficar, mas do partido ele não pode reclamar, pois foi onde ele ganhou projeção política e encontrou todas as portas abertas”. Para ele, Maceió precisa de grandes projetos, de um novo planejamento adequado a realidade atual, já que a cidade não é mais uma capital provinciana. 


     


     


     


    >> Alan Rodrigues, natural de Alagoas, é graduando em Economia pela Universidade de Brasília (UnB). Escreve a coluna de política nacional CONEXÃO BRASÍLIA, que é publicada todas às segundas-feiras no caderno B do jornal Alagoas em Tempo, e neste blog sobre temas diversos.


     


    Leia a CONEXÃO BRASÍLIA em: www.alanrodrigues.blog.com

  • Greve nas Universidades Federais

    19 de Maio de 2012
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    Greve nas Universidades Federais

    As universidades do Nordeste iniciaram um movimento grevista que vem sendo aderido rapidamente pelas outras universidades do país. Na última sexta-feira (18) foi a vez da Universidade de Brasília (UnB) fazer o indicativo de greve para a próxima segunda-feira. Os professores lutam por melhorias da infraestrutura dos novos campus criados pelo REUNI e por mudanças no plano de carreira que favoreça a realização de pesquisas, além da renegociação da medida provisória assinada no dia 11 de Maio, que garante um aumento de 4% no salário.


    A greve ocorre em meio às discussões finais sobre o Programa Nacional da Educação (PNE) que deve ir para a aprovação da Câmara Federal este mês. Entre as discussões, está em pauta o vínculo dos gastos com educação ao PIB do país a uma taxa de 10%, no entanto, o governo negocia uma taxa entre 7 e 8%.


     


    Por Daniel Góes Cavalcante 




     


    *É alagoano, economista e mestrando em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), e colaborador da Coluna CONEXÃO BRASÍLIA, publicada por Alan Rodrigues, no caderno B do Jornal Alagoas em Tempo, todas as segundas-feiras. E-mail: danielgoescavalcante@hotmail.com


     


    Confira a coluna CONEXÃO BRASÍLIA, como na versão impressa, no site: www.alanrodrigues.blog.com

  • Crédito Caro: Razões Estruturais

    05 de Maio de 2012
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    Crédito Caro: Razões Estruturais

    Insatisfeito com o ritmo de crescimento do país o governo resolveu travar uma quebra de braço com os bancos objetivando a diminuição do spread bancário, a diferença das taxas de juros médias em que os bancos captam dinheiro e emprestam. O seu sucesso, por sua vez, possibilitaria o acesso de mais pessoas ao crédito mais barato e aumentaria a capacidade de endividamento das famílias, dando continuidade a um modelo de crescimento pautado sob o consumo, o qual foi o motor do crescimento na década passada, com média de 3,6% ao ano. O spread praticado no Brasil é de fato absurdo se comparado a qualquer outro país que esteja sob as condições políticas e econômicas equiparáveis, no entanto o que no fundo o governo quer é achar um bode expiatório para explicar a morosidade que se encontra a economia.


    As variáveis que explicam o alto preço do crédito são muitas, destacando-se os elevados impostos que incidem sob as operações financeiras, os depósitos compulsórios, que são depósitos à vista feitos pelos bancos junto ao Banco Central como uma garantia de liquidez, e a elevada inadimplência. Na média dos últimos anos o percentual do spread bancário que cabe estes três itens gira em torno dos 55% e a parcela de lucro de 29%. Outro fator é a alta parcela das dívidas dos brasileiros em linhas de crédito de curtíssimo prazo que não dão nenhuma garantia aos bancos, como é o caso do cheque especial e do cartão de crédito. Aliás, isso é também um fator gerador do alto índice de inadimplência, que incide no cálculo do spread.


    Quanto a isso, os bancos encontram enormes dificuldades em poder distinguir os bons clientes dos maus, isso acaba gerando insegurança na hora de conceder crédito e por isso é cobrado uma taxa de juros média da que seria cobrada para os bons pagadores e dos maus pagadores. A consequência disso é uma distorção econômica que gera menos potencial de lucro para os bancos em menos bem estar para a população. Unindo-se a isso está o fato de as leis brasileiras ainda serem muito condescendentes com os devedores. Até pouco tempo atrás era muito difícil um banco reaver um imóvel de um inadimplente. Hoje os imóveis só são transferidos de fato para os donos após o termino do pagamento, o que facilita na hora do banco tomar o imóvel de volta.


    No entanto, talvez o grande vilão seja mesmo a dívida pública. O Tesouro Nacional é o grande tomador de empréstimo do mercado, com 1,9 trilhões em títulos, e precisa pegar dinheiro dos bancos constantemente para honrar com seus compromissos. Mas esse é um bom negócio para os bancos, pois o governo paga uma rentabilidade elevada pelos seus títulos e oferece liquidez e segurança. Com isso o dinheiro disponível para crédito em outras operações fica mais escasso.


    De todo modo, os bancos públicos atenderam as exigências do governo e baixaram as taxas de juros para empréstimos e financiamentos com a esperança de criar um clima de concorrência, mas dificilmente essa medida será seguida pelos bancos privados porque os bancos não estão preocupados com a parcela do mercado em crédito e sim com a rentabilidade de seu patrimônio líquido. O fato é que os bancos privados irão apenas reduzir pontualmente as taxas de juros para uma ou outra operação e para um ou outro cliente como uma medida apenas de marketing.


    É bem provável que esse movimento de queda das taxas de juros pelo método impositivo do governo não perpetue por muito tempo e eventualmente retroceda com a já esperada guinada da inflação para o próximo ano. É aí então que o governo pode voltar os olhos para as questões estruturais que emperram o avanço do crédito no Brasil. Afinal, é errando que se aprende.


     


    Por Daniel Góes Cavalcante*


     


    *É alagoano, economista e mestrando em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), e colaborador da Coluna CONEXÃO BRASÍLIA, publicada por Alan Rodrigues, no caderno B do Jornal Alagoas em Tempo, todas as segundas-feiras.


     


    Confira a coluna CONEXÃO BRASÍLIA, como na versão impressa, no site: www.alanrodrigues.blog.com

  • Juros Podem Cair Ainda Mais

    28 de Abril de 2012
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    Juros Podem Cair Ainda Mais

    A ata do Copom referente à reunião do último dia 18 de abril indica que o Banco Central mudou de opinião quanto à intenção de permanência da taxa de juros SELIC no patamar de 9% ao ano, como sinalizara a ata anterior. Agora o Banco Central deixa no ar a possibilidade de uma nova queda da taxa de juros e isso se deve ao fraco desempenho da economia apresentado nos primeiros meses do ano. A Fiesp prevê uma alta de 0,7% no 1º trimestre desse ano frente ao 4º trimestre do ano passado, um ritmo fraco para um trimestre normalmente mais forte e que dificulta o alcance do crescimento esperado pelo mercado, que é de 3,5%.


    Com a queda da taxa de juros o Banco Central espera liberar a oferta monetária para que a economia volte ao patamar de crescimento de 4% ao ano. O afrouxamento monetário significa dizer que com tal patamar de taxa de juros a disposição das famílias para consumir aumenta, assim como a intenção das empresas em investir. Todavia, a demanda é muito volátil, principalmente a das famílias, e esse aumento da oferta monetária pode mudar o caminho da taxa de inflação, que converge agora para um patamar abaixo de 5% ao ano, e forçaria o Banco Central a subir a taxa de juros novamente. No entanto, esse é um risco que se tem que correr e uma nova queda da taxa de juros seria providencial.


     


    Por Daniel Góes Cavalcante*


     


    *É alagoano, economista e mestrando em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), e a partir deste dia 30 de abril de 2012 será participante da Coluna CONEXÃO BRASÍLIA, publicada por Alan Rodrigues, no caderno B do Jornal Alagoas em Tempo, todas às segundas-feiras.

  • Concessão ou Privatização?

    16 de Fevereiro de 2012
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    Concessão ou Privatização?

    Após o Governo Federal conceder a administração de três aeroportos brasileiros – em Guarulhos, Campinas e Brasília – à iniciativa privada, surgiram rumores na imprensa e nos movimentos sindicais de que o governo petista estaria finalmente aceitando as “posições neoliberais e privatizantes” do governo Fernando Henrique Cardoso, o que causou grande polêmica em ambos os lados. Apenas peço que a insensatez das discussões seja sobreposta pela racionalidade necessária para se tomar decisões político-econômicas.


    Qualquer governo com um projeto nacional sério deve ter como fim maior o bem estar de seu povo, e não o controle de empresas em vários setores e inúmeras posses, para se tornar o grande estado: "um monstro com vários tentáculos”, como acusava Milton Friedman. Contudo, em alguns casos, o monopólio estatal pode sim contribuir para o bem estar nacional, mas é importante ficar claro que nem sempre ele é positivo. Quando o governo realiza uma tarefa que a iniciativa privada não tem interesse, ou quando o governo consegue assegurar a oferta de um serviço a um preço justo por meio de um monopólio natural, sem dúvida, o bem estar social aumenta.


    Visando o incentivo à competitividade, com preços mais justos, serviços de melhor qualidade e maior difusão, o Governo Federal realizou privatizações na Era FHC e concessões na Era Lula/Dilma. Só leigos não percebem o quanto isso foi importante para dinamizar a economia brasileira. Pensamento típico da cultura nacional antiprivatização e setor privado, um deprimente resquício do socialismo latino americano que, na prática, pouco contribuiu para o enriquecimento da região, como ja lembrou Mario Vargas Llosa.


    A maior eficiência das empresas privadas é consequência da gestão responsável, que prima pela saúde financeira e pela excelência nos serviços. Além disso, a tomada de decisões no setor privado é mais ágil, pois não é necessário realizar concursos para contratação de funcionários ou licitações para a compra de materiais, por exemplo.


    Já as empresas públicas, como sabemos, sofrem intervenções políticas de forma direta ou indireta, o que compromete seu desempenho final. Outro problema é que elas são inerentemente instáveis, dependendo da sorte dos gestores em seu comando. A lentidão para agir nas empresas públicas tem o motivo da transparência, que apesar de ser coerente, no dia-a-dia diminui a eficiência administrativa .


    Assim, a cada situação deve ser feito um julgamento diferente, em alguns casos é melhor privatizar, em outros um monopólio estatal, e em alguns realizar a concessão por alguns anos às empresas privadas, que pagam ao governo pelo direito de uso, como em um arrendamento de terra. O fundamental é que o governo ponha suas agências reguladoras para fiscalizar e cobrar efetivamente tanto as empresas estatais, como as privadas proprietárias e as privadas que administram uma concessão pública, para que todas elas ofertem, a preços satisfatórios, bons e disseminados serviços ou bens.


     


    >> Alan Rodrigues, natural de Alagoas, é graduando em Economia pela Universidade de Brasília (UnB). Escreve a coluna de política nacional CONEXÃO BRASÍLIA, que é publicada todas às segundas-feiras no caderno B do jornal Alagoas em Tempo, e neste blog sobre temas diversos.


    Leia a CONEXÃO BRASÍLIA em: www.alanrodrigues.blog.com


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    >>e-mail: alanrodrigues@live.com

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